Vila em Campinas

Ficha Técnica
Data do projeto 2013
Local: Campinas
Fase: em construção
Área do terreno: 2.000,00m²
Área total da construção: 1420,00m²
Arquitetura: Samir El Banate
Gerenciamento: Henrique Cury e Samir Set El Banate
Estrutura: Cid Guimarães e Fábio Albieri (Cid Guimarães e Albieri)
Instalações: Maximiliano B. Leitão (Solar Engenharia e Tecnologia)
Imagens: André dos Santos Gomes Soares, 3d Regen e Mídia publicidade

Memorial
A vila de casas em Campinas é um projeto que nasce nos valores da convivência entres os moradores, vizinhos e seus familiares.
Essa convivência está ressaltada na arquitetura pelos espaços, tanto internos quanto externos, que são abertos e que possuem o máximo de transparência e permeabilidade visual. Isso se configura por uma “certa” indefinição das áreas internas e externas. Com a máxima abertura possível dos ambientes para o exterior, sendo as únicas barreiras visuais do interior das casas para o exterior os pilares e áreas intimas como banheiros. Assim, foi possível criar a sensação de amplitude dos espaços internos, como se o jardim e demais ambientes fizessem parte desses ambientes.
A divisória entre as casas também tiveram um tratamento com esta mesma concepção, e assim, foi criado um limite mais de sinalização do que uma barreira física intransponível, com a utilização de um cercado de ripa de madeira.
A maximização dos espaços para o convívio foi a matriz que permeia o projeto. Os espaços internos, além de terem a integração com os espaços externos, também estão integrados entre si em 90% das atividades domésticas, ficando apenas separados desse convívio os ambientes de descanso. Também, são utilizados como áreas de socialização, espaços que teriam, apenas, funções de cobrir as casas, como as coberturas que viram espaços para lazer e convivência.
A rua interna e calçadas recebem o mesmo tratamento com materiais que as áreas externas das casas, assim quando circulasse pelas áreas a sensação é que os espaços continuam sem interrupção.
Na construção, o projeto tem características de economia de material e com a garantia da qualidade empregada. A estrutura tem grande vão e balanços que possibilitam a diminuição dos apoios (pilares), o que causa uma economia em estrutura, pois como poucos apoios há uma grande redução nas fundações e com grandes vãos e balanços maximizam-se as vigas e lajes em suas funções. O emprego de componentes para mais de uma função são elementos recorrentes como a laje que já é a cobertura e serve de terraço; ambientes sem divisórias, ou seja, um ambiente que abriga várias atividades; a estrutura que, por si, bastasse enquanto elemento da arquitetura sem maquiagem, ficando parte aparente; o mínimo de paredes de divisão de cômodos e o acabamento que são em grande para os próprios materiais da construção bruta como contra piso que polido se torna um piso e o reboco que tratado se torna o acabamento das paredes.
Sendo a casa muito simples para construir e que, ao mesmo tempo, tem uma complexidade em cada elemento da construção, pois são estes, apenas, as essências e que utilizados com sua máxima força, tornam-se ricos e interessantes.